domingo, 16 de dezembro de 2012

My PLE - Mapa mental


Create your own mind maps at MindMeister

O meu Personal Learning Environment

Wordle: PLE Susana Rosa


 Escolhi esta forma de representar o universo da minha aprendizagem quotidiana, recolhida entre a vivência pessoal e profissional.

A cidadania global está no centro da minha atividade, quer no trabalho, onde participo num processo de desenvolvimento comunitário, quer enquanto municipe do concelho de Alenquer, onde participo em várias redes sociais e grupos de reflexão para o desenvolvimento local, com principal destaque para o Facebook, com todos os seus perfis derivados de grupos de tudo-e-mais-alguma-coisa.

As plataformas moodle também estão cada vez mais no centro da minha atividade: actualmente participo em três, uma das quais, com o duplo estatuto de tutora e aluna (em contextos, diferentes, claro está!- a Universidade Aberta). Outra com o estatuto de coordenadora, no meu trabalho, onde actualmente me encontro a implementar a formação pedagógica de formadores em regime de b-learning, uma tarefa de fundo mas muito estimulante.

A Bolsa de Formadores do Alto Comissariado para a Imigração foi o contexto onde utilizei o moodle pela primeira vez e é aquele de que estou mais arredada de momento. No entanto, a Educação Intercultural é um dos fatores de maior aprendizagem pessoal, do ponto de vista dos valores, atitudes e intervenção na sociedade. Foi no processo de formação que inicialmente realizei aqui que construí, pela primeira vez, o meu portfolio reflexivo de aprendizagem, apresentado na forma de blogue, com o link http://entrecruzar.blogspot.pt/.




quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Bibliografia anotada PLE #2 Zarrabian

Zarrabian, Massood; The e-Learning Market: It's About the Learner, Not the Instructor!, June 2003

Ao contrário do que o título parece indicar, este artigo foca-se sobretudo no meio da aprendizagem à distância. Mais do que colocar o foco no e-estudante ou no e-formador, centra-se na tecnologia, que permite a aprendizagem online, justificando a sua pertinência pela frase "um estudante online não pode aprender se tiver dificuldades técnicas", pelo que se deverá ter em consideração as características que se seguem na escolha de um programa de aprendizagem em e-learning, tanto para fins académicos como empresariais.

Tecnologia E-Learning 
Existe um eixo nos softwares de e-learning que coloca o simples HTML num extremo e o complexo Learning Content Management Systems no outro. Os cinco tipos de software e-learning que podem ser usados sozinhos ou em complementaridade são:
1) Linguagens de Programação: A linguagem de programação mais comum é o HTML. É possível desenvolver uma sessão de formação online simples com HTML, mas não permite o nível de interactividade e interação desejável para o aprendente.Java, JavaScript, PEARL permitem uma maior interactividade entre o estudante e o software. A dificuldade é que a actualização dos sites e o seu desenvolvimento em linguagem de programação pode ser uma tarefa árdua para o instrutor, ou mesmo não dominar a linguagem sequer, de modo a construir um site.
2) Authoring Packages: «pacotes» de sites pré-desenvolvidos, de modo a superar as dificuldades de programação. O aprendente não necessita de saber qualquer linguagem de programação. 
Estes pacotes são feitos, tipicamente, para os que querem criar uma sessão de formação e obter feedback imediato do aprendente, mas sem estarem preparados para utilização de longo prazo, armanezamento ou acesso a informação. Para além disso, a maior parte destes «authoring packages» não permitem dispositivos de interação em tempo real entre formandos (chat rooms, discussões síncronas e possibilidade de audio). São limitados em relação à interactividade.
 3) Learning Management Systems (LMS): Especificamente desenhados para suportar uma multiplicidade de aprendentes. Existem centenas de Learning Management Systems académicos e comerciais à escolha. O que mais frequentemente se atribui às plataformas LMS e-learning é que podem controlar e armazenar o histórico do desempenho de um utilizador, criar e suportar uma avaliação, podem registar o número de acessos de uma determinada área do site e podem registar o tempo que um utilizador passe numa determinada área do curso. 
4) Content Management System (CMS): Outra questão da educação online incide sobre a utilização de gráficos, ficheiros de som, vídeo e texto. Uma CMS ajuda o formador a gerir e utilizar estes ficheiros em formações online. Quando vários formadores se encontram a criar cursos, a gestão de conteúdos torna-se mais complexa. A CMS é a base de dados de conteúdos com os dispositivos necessários para que cada formador ou utilizador possa localizar com facilidade o que procura.
 5)Learning Content Management Systems (LCMS):  Uma combinação de vários tipos de software e-learning. A maior parte das LCMS têm a capacidade de registar utilizadores, armazenar conteúdos de autores e utilizá-los quando necessário. Estes "mega" sistemas  permitem que uma organização tenha uma solução à medida de cada necessidade de software e-learning.
 Se estes sistemas forem implementados convenientemente e usados apropriadamente, podem ser rentáveis. Infelizmente estes sistemas são implementados dentro de organizações sem que as mesmas tenham um entendimento claro de como o irão utilizar e sem um plano de maximização da funcionalidade do sistema. Para usar um LCMS com eficácia, é necessária formação e instrução sobre o mesmo.
  
Cinco características do software e-Learning
Independentemente do software escolhido para a sua solução e-learning, é necessário ter em conta cinco características: manutenibilidade, compatibilidade, usabilidade, modularidade e acessibilidade. 
1. Manutenibilidade: A capacidade de manter a sua tecnologia e-learning a longo prazo é crítica. Se for díficil adicionar novos utilizadores ou apagar velhos, a tecnologia será rapidamente abandonada. Por outro lado, se for dificil realizar actualizações ou aumentar a capacidade do servidor, irão aparecer problemas. Você não irá querer ficar à mercê de um vendedor para a manutenção e alterações do seu e-learning.
Verifique o software. Certifique-se de que está confortável com a manutenibilidade tanto dos conteúdos como do software. Veja a possibilidade de reciclar um curso, removendo utilizadores e resultados dos testes sem remover o conteúdo do curso. Se um curso se repetir vezes sem conta. você quererá funcionalidades que lhe permitam rapidamente remover antigos alunos e inserir novos. Quererá também a possibilidade de guardar registos de antigos alunos. 
 2. Compatibilidade: Veja uma solução compatível com outras soluções de e-learning do mercado. É possível escolher soluções de e-learning amplamente reconhecidas e utilizadas.
Uma forma de assegurar a compatilibilidade é procurar um software que se adeque a novos standards que emergem na indústria do e-learning. Algumas organizações que desenvolvem esses standards são AICC (Airline Industry CBT Committee), a Advanced Distributed Learning (ADL) que trabalha no SCORM (Sharable Content Object Reference Model), e IEEE (Institute of Electrical and Electronics Engineers). 
 3. Usabilidade: você vai querer assegurar que a sua solução de e-learning é fácil de usar. O software deverá ser intuitive. Deverá ser fácil encontrar ajuda, mover-se de uma seção do curso para outra e comunicar com o formador. 
4. Modularidade: Soluções de e-learning podem agora ser desenvolvidas como pequenos objectos intercambiáveis de conhecimento. Objectos de aprendizagem são pequenos conteúdos que podem facilmente ser movidos de um curso, aula ou programa para outra completamente diferente área do e-learning. A ideia é reduzir tempo de desenvolvimento porque, uma vez o objeto de aprendizagem desenvolvido, pode ser reutilizado tantas vezes quantas as necessárias.
5. Acessibilidade: Em primeiro lugar, para todos os indivíduos independentemente das suas limitações físicas. Poderá necessitar que o seu sistema de e-learning seja compatível com leitores de ecrã (software que lê as palavras de uma web page para indivíduos incapazes de o ver).
Em segundo lugar, deverá assegurar que a tecnologia que adquire está disponível para todos os utilizadores. Você precisa de saber que os alunos podem aceder ao e-learning sem quaisquer obstáculos técnicos.

Conclusão
Deverá cuidadosamente considerar os tipos de soluções que necessita para ir ao encontro das necessidades dos alunos e formadores. Deixe que se concentrem mais na parte do «learning» e menos na do «e»

Bibliografia anotada PLE #1 Levin-Goldberg


Levin-Goldberg, Jennifer; Redefining, Reinventing, and Rebuilding Schools for the 21st Century, Abril 2012

"Aprender é o que os adultos vão fazer na vida, no século XXI." Sidney Perelman

A autora aborda um estudo que avalia as expectativas das empresas sobre o grau de preparação dos candidatos, baseadas no seu nível de habilitações literárias. A Parceria para a Aprendizagem no Século XXI (P21), que realizou o estudo, verificou que, perante as competências consideradas essenciais  para o mercado de trabalho, as performances dos alunos de secundário demonstraram deficiências de competências na escrita, falta de profissionalismo e ética profissional e ausência de pensamento crítico e capacidade de resolução de problemas em cerca de 70% desta população. Em alunos de estudos superiores de quatro anos, verifica-se 27.8% de deficiência nas competências escritas; 27.6% "excelentes" no pensamento crítico e resolução de problemas e 24.6% "excelentes" em trabalho de grupo e colaboração.
Assim, a autora defende que são necessários melhores resultados e uma oferta que corresponda às exigências da procura no século XXI. No artigo são apresentadas as vantagens de um método de avaliação de estudantes do século XXI  que se baseia no desempenho através de uma aprendizagem centrada no problema (problem/project based learning -PBL). Este método desenvolve os 4 C's: pensamento crítico, colaboração, comunicação e criatividade, numa metodologia que parte da pesquisa de uma questão da vida quotidiana.

As escolas devem ser visionárias e correr riscos ao redefinir, reinventar e reconstruir os currículos, educação e avaliação no seu seio de modo a que reflictam as competências e necessidades do século XXI. Os líderes escolares têm um papel essencial no desenvolvimento de cidadãos competentes e globais. Para superar este desafio os líderes devem ser capacitados para se tornarem agentes de mudança. Segundo a autora, o futuro da educação depende da vontade de agarrar este desafio.

domingo, 18 de novembro de 2012

Interatividade num objeto de aprendizagem online

Chamou-me particularmente a atenção a apresentação realizada por Júlia Tomás, sobre a importância da interatividade na aprendizagem já que, como gestora de uma plataforma de ensino à distância, sinto a resistência dos interessados em formação nesse regime.

Para a maioria dos aprendentes, este formato não é tão passível de induzir o mesmo nível de aprendizagem. Será que as pesquisas o confirmam? Como se poderá progredir neste aspecto?

Embora os estudos realizados pela autora tenham-se centrado nos diferentes níveis de interatividade de um recurso educativo digital e na forma como produzem efeitos na satisfação do aprendente e nos resultados da sua aprendizagem, julgo que as conclusões possam ser extensíveis à interatividade em sala de aula relativamente à que acontece no ensino à distância.

Assim, face às hipóteses sobre o nível de utilização das TIC e a satisfação e o nível de utilização das TIC e a aprendizagem, os resultados demonstram que os níveis de interatividade presentes nos recursos educativos influenciam os resultados obtidos na aprendizagem dos conteúdos apresentados, ou seja, o grupo de sujeitos que visionaram o recurso educativo com maior nível de interatividade foi aquele que obteve melhores resultados no teste de conhecimentos e um maior número de respostas certas. Assim conclui-se que o nível de interatividade do recurso educativo influencia significativamente o grau de interesse e qualidade sentida.

Para além da conclusão da investigadora, de que é importante explorar novas estratégias de integração de elementos interativos nos recursos educativos digitais, para que os aprendentes possam posicionar-se de forma mais ativa em relação aos conteúdos, tornando a aprendizagem mais significativa e promovendo igualmente um maior índice de atratividade e satisfação, consideramos pertinente avaliar em que medida a criação de uma comunidade de práticas, um grupo on-line com partilhas comuns, beneficia a aprendizagem e a resiliência no sentido da conclusão de etapas mais prolongadas como os segundo e terceiro ciclos de estudos superiores em regime à distância, comparativamente com os regimes presenciais.

Introdução ao doutoramento

Este primeiro embate no doutoramento faz-me sentir uma estrangeira no país do virtual, desconhecedora de uma linguagem que, para mim, todos usam com todo o conhecimento de causa sem que eu compreenda, à primeira, o que querem dizer. Começando pelas UC's: EMERG, MTRTD,passando pela designação da conferência: myMPeL2012, até aos próprios tópicos dentro da conferência: MOOCs??

Consultando a apresentação do Prof. José Mota consigo descortinar que MOOCs significa Massive Open Online Course. Passando da estranheza da designação à estranheza dos conteúdos verifico os blogues dos outros colegas, nomeadamento do colega Gaspar Amaral, que conseguem retirar um manancial de informação muito grande sobre este tema, de uma forma bastante esquemática e visual, que merece a minha admiração.

No entanto, esta visita aos conteúdos da conferência myMPeL2012, permite-me encontrar algum conforto nos conteúdos do Prof. António Moreira Teixeira "A propósito do futuro da educação na Europa". Um conforto de um enquadramento inicial que, sem nos trazer nova informação, nos permite avançar a partir dali porque nos dá:

Uma visão:
"O principal desafio na próxima década é o da diminuição do custo da Educação pública de qualidade e a massificação do acesso aberto à criação, disseminação e preservação partilhadas do conhecimento."

Uma directriz:
"A investigação deverá assumir um carácter mais holístico e integrado e encontrar um novo foco central nos aspetos éticos do ensino e da aprendizagem em ambiente virtual."


"Acreditamos que na próxima década a educação aberta virtual oferecerá o acesso aberto a recursos e especialistas e promoverá a personalização dos curricula, tornando imperioso que se definam novas formas de avaliação da aprendizagem e de certificação."

E é a partir daqui que me encontro com as minhas motivações e espectativas, enfim, com o meu doutoramento.

Dificuldade de acesso conferência myMPeL2012

Uma primeira palavra para os constrangimentos de quem, trabalhando e querendo acompanhar as actividades lectivas do doutoramento,  tem horários reduzidos para o poder fazer. Esta foi a imagem a que consegui aceder, enquanto se ouvia música clássica.

Não cheguei a perceber se por a conferência estar em intervalo ou por eu não ter acesso a alguma configuração necessária.
Assim, tentei mas não consegui aceder on-time à conferência, pelo que a minha reflexão sobre a mesma terá por base os suportes em que decorreu e que se mantêm acessíveis a posteriori, o que é, por si, julgo, uma perscpetiva bastante específica.