domingo, 18 de novembro de 2012

Interatividade num objeto de aprendizagem online

Chamou-me particularmente a atenção a apresentação realizada por Júlia Tomás, sobre a importância da interatividade na aprendizagem já que, como gestora de uma plataforma de ensino à distância, sinto a resistência dos interessados em formação nesse regime.

Para a maioria dos aprendentes, este formato não é tão passível de induzir o mesmo nível de aprendizagem. Será que as pesquisas o confirmam? Como se poderá progredir neste aspecto?

Embora os estudos realizados pela autora tenham-se centrado nos diferentes níveis de interatividade de um recurso educativo digital e na forma como produzem efeitos na satisfação do aprendente e nos resultados da sua aprendizagem, julgo que as conclusões possam ser extensíveis à interatividade em sala de aula relativamente à que acontece no ensino à distância.

Assim, face às hipóteses sobre o nível de utilização das TIC e a satisfação e o nível de utilização das TIC e a aprendizagem, os resultados demonstram que os níveis de interatividade presentes nos recursos educativos influenciam os resultados obtidos na aprendizagem dos conteúdos apresentados, ou seja, o grupo de sujeitos que visionaram o recurso educativo com maior nível de interatividade foi aquele que obteve melhores resultados no teste de conhecimentos e um maior número de respostas certas. Assim conclui-se que o nível de interatividade do recurso educativo influencia significativamente o grau de interesse e qualidade sentida.

Para além da conclusão da investigadora, de que é importante explorar novas estratégias de integração de elementos interativos nos recursos educativos digitais, para que os aprendentes possam posicionar-se de forma mais ativa em relação aos conteúdos, tornando a aprendizagem mais significativa e promovendo igualmente um maior índice de atratividade e satisfação, consideramos pertinente avaliar em que medida a criação de uma comunidade de práticas, um grupo on-line com partilhas comuns, beneficia a aprendizagem e a resiliência no sentido da conclusão de etapas mais prolongadas como os segundo e terceiro ciclos de estudos superiores em regime à distância, comparativamente com os regimes presenciais.

3 comentários:

  1. Como não pude assistir a esta parte da Conferência por motivos profissionais gostei de ler este post e a forma como colocou a questão da interatividade/motivação, qualidade, interesse do estudante.
    AMS

    ResponderExcluir
  2. Olá!
    A questão da interatividade na sala de aula (seja ela presencial ou virtual) sempre tem sido amplamente discutida. A construção do conhecimento ocorre, na minha opinião, dessa interação verbal, dessa troca que se vai estabelecendo entre os estudantes e o professor. Também em ambientes online essa interatividade me parece importante, concretizada através dos fóruns, dos comentários, do chat.... Como penso que a sua mensagem aflora, é preciso diversificar essas formas de interatividade, entre os estudantes, entre estes e os professores/tutores e entre os alunos e os conteúdos... É para explorar essas novas formas de interagir que aqui estamos.
    Abraços,
    Luís

    ResponderExcluir
  3. Ora viva, Susana, AMS e Luís

    1. A comunicação verbal, o que se diz, supõe só uma quinta parte do processo comunicativo, pois o resto corresponde ao como se diz, que é uma linguagem não verbal (olhares , gestos, etc) de alto valor emocional;

    2.Esta apresentação da Interatividade num objeto de aprendizagem online, para mim também foi importante.

    3.Embora a 3ª Conferência nos tenha permitido em tempo real visionar o que se disse, esse algo está focado no verbal;

    4.Falta agora melhorar a conferência aberta e permanentemente disponível, por exemplo em vídeo, para desenvolver o valor emocional que se pretende transmitir.

    Até já,

    Gaspar Amaral

    ResponderExcluir