domingo, 18 de novembro de 2012

Introdução ao doutoramento

Este primeiro embate no doutoramento faz-me sentir uma estrangeira no país do virtual, desconhecedora de uma linguagem que, para mim, todos usam com todo o conhecimento de causa sem que eu compreenda, à primeira, o que querem dizer. Começando pelas UC's: EMERG, MTRTD,passando pela designação da conferência: myMPeL2012, até aos próprios tópicos dentro da conferência: MOOCs??

Consultando a apresentação do Prof. José Mota consigo descortinar que MOOCs significa Massive Open Online Course. Passando da estranheza da designação à estranheza dos conteúdos verifico os blogues dos outros colegas, nomeadamento do colega Gaspar Amaral, que conseguem retirar um manancial de informação muito grande sobre este tema, de uma forma bastante esquemática e visual, que merece a minha admiração.

No entanto, esta visita aos conteúdos da conferência myMPeL2012, permite-me encontrar algum conforto nos conteúdos do Prof. António Moreira Teixeira "A propósito do futuro da educação na Europa". Um conforto de um enquadramento inicial que, sem nos trazer nova informação, nos permite avançar a partir dali porque nos dá:

Uma visão:
"O principal desafio na próxima década é o da diminuição do custo da Educação pública de qualidade e a massificação do acesso aberto à criação, disseminação e preservação partilhadas do conhecimento."

Uma directriz:
"A investigação deverá assumir um carácter mais holístico e integrado e encontrar um novo foco central nos aspetos éticos do ensino e da aprendizagem em ambiente virtual."


"Acreditamos que na próxima década a educação aberta virtual oferecerá o acesso aberto a recursos e especialistas e promoverá a personalização dos curricula, tornando imperioso que se definam novas formas de avaliação da aprendizagem e de certificação."

E é a partir daqui que me encontro com as minhas motivações e espectativas, enfim, com o meu doutoramento.

5 comentários:

  1. Olá Susana,
    Quando cheguei ao doutoramento pensei que estava à vontade com a tecnologia e com a aprendizagem online. Depois fui-me apercebendo que cada dia estou mais ignorante face à panóplia de ferramentas existentes e que vou conhecendo através dos colegas e dos professores. Tenho usado horas infinitas a explorar recursos e fico sempre com a sensação que há um emaranhado de ferramentas que vou começando a distinguir mas que sou incapaz de explorar nos seus reais potenciais para aprender e ensinar.

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  2. Olá Susana,

    De facto, os recursos tecnológicos são um mundo!
    Ainda tento, como a Susana, dar os meus primeiros passos na absorção de conceitos.
    "Baby steps" :)

    Estaremos por cá, no caso de alguém se desequilibrar.

    Até breve,
    CG

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  3. Obrigada, colegas. Coragem para todas nós!

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  4. Caras colegas,

    Pessoalmente tenho grandes expectativas quanto à Educação Aberta, se pensarmos que pode ser uma oportunidade para muitas pessoas, à escala mundial, poderem aceder a cursos de instituições de referência. É claro que ainda assim estará condicionada a que tenha garantida a conectividade e, possivelmente, o domínio do inglês, pois essa é a lingua franca da Internet.

    A Comissão Europeia tem em discussão pública a Iniciativa Educação Aberta - http://ec.europa.eu/dgs/education_culture/documents/consult/open_en.pdf - que entronca na iniciativa apoiada pela UNESCO - http://wikieducator.org/OER_university/Home

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  5. Olá Susana
    Estamos aqui, todos, para aprender! O que uns não sabem, outros o saberão e, por isso, é mesmo importante que consigamos construir uma verdadeira comunidade de aprendizagem.
    A falta de fôlego que sentimos perante a imensidão do(s) horizonte(s) que vislumbramos faz-me lembrar aquela observação de Almada Negreiros a entrar numa livraria: tantos livros, que não me chega toda a vida para os ler... Gerir a ansiedade de querer dominar todas as ferramentas, todos os conceitos, etc, é a mestria de navegar nestes mundos. O importante, do meu ponto de vista, é irmos criando um «framework» sólido que nos permita gerir o resto.
    Angelina

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